domingo, 24 de fevereiro de 2013

Doença de Alzheimer



A doença de Alzheimer é a mais freqüente doença neurodegenerativa na espécie humana.

Trata-se de uma doença que acarreta alterações do funcionamento cerebral, tais como a memória, linguagem, planejamento, habilidades visuais-espaciais e muitas vezes também do comportamento, levando a apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros.

Estas alterações limitam progressivamente a pessoa nas suas atividades da vida diária, sejam profissionais, sociais, de lazer ou mesmo domésticas e de autocuidado.

O quadro clínico descrito caracteriza o que em Medicina é denominada “demência”.

Há ainda muita falta de informação sobre a doença.

A doença de Alzheimer não é:

uma conseqüência do envelhecimento;

Endurecimento das artérias e das veias do cérebro;

Falta de oxigênio no cérebro;

Causada por estresse,

por trauma psicológico ou por depressão;

Retardo mental; Preguiça mental.

A doença de Alzheimer manifesta-se através de uma demência progressiva, isto é, que aumenta em sua gravidade com o tempo.

Os sintomas iniciam lentamente e se intensificam ao longo dos meses e anos subseqüentes.

Muitos sintomas não ocorrem no início, mas surgem ao longo da evolução da doença.

Sintomas da doença de Alzheimer

Na grande maioria dos casos o primeiro sintoma é a perda de memória para fatos recentes.

É importante salientar que esta perda de memória deve ser de intensidade suficiente para interferir com o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. Ou seja, uma perda de memória leve e ocasional não deve ser valorizada da mesma forma.

Perda progressiva da memória, principalmente para eventos recentes;

Dificuldade de linguagem, tanto para compreender quanto para expressar-se (ex., dificuldade para encontrar palavras);

Dificuldade para realizar tarefas habituais;

Dificuldade de planejamento;

Desorientação no tempo e no espaço;

Dificuldade de raciocínio, juízo e crítica;

Em fases mais avançadas, dificuldade para lembrar-se de familiares e de amigos e para reconhecê-los;

Depressão;
Apatia;
Ansiedade;
Agitação, inquietação, às vezes, agressividade; muitas vezes com piora no final do dia;
Problemas de sono: troca o dia pela noite;
Delírios (pensamentos anormais, idéias de ciúme, perseguição, roubo, etc.);
Alucinações (alterações do pensamento e dos sentidos, como ver coisas que não existem);

Prevenção Contra a Doença de Alzheimer:

Há medidas gerais que ajudam a preservar a saúde mental e que diminuem o risco de a pessoa ter doença de Alzheimer.

Atividade mental regular e diversificada;
Atividade física regular;
Boa alimentação;
Bom sono;
Lazer;

Evitar maus hábitos: não fumar, beber com moderação;
Cuidados com a saúde física geral: tomar os medicamentos corretamente, ir ao médico regularmente.

Quando Devo Procurar o Médico, ou levar Meu Familiar?

Os 10 sinais de alerta para doença de Alzheimer são:

Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;

Dificuldade para realizar tarefas habituais;
Dificuldade para comunicar-se;
Desorientação quanto a datas e lugares
Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
Dificuldade de raciocínio;

Colocar coisas no lugar errado, muito freqüentemente;
Alterações freqüentes do humor e do comportamento;
Mudanças na personalidade;
Perda da iniciativa para fazer as coisas.

Diagnóstico da Doença de Alzheimer

Não há no momento, nenhum método que sozinho permita o diagnóstico de doença de Alzheimer com absoluta precisão.

No entanto, o diagnóstico ainda é feito pela identificação de quadro clínico característico e pela exclusão de outras causas de demência, por meio dos exames complementares (laboratoriais e de imagem).

É muito importante o diagnóstico ser feito o mais cedo possível, porque, nas fases iniciais da doença, o médico tem melhores condições de intervir em benefício da pessoa com doença de Alzheimer.

Estágios da Doença:

1) Inicial ou Doença de Alzheimer leve

A pessoa consegue viver de forma relativamente independente
A perda de memória é leve;
Raciocínio relativamente preservado.



2) Intermediário ou Doença moderada

Já há risco na vida independente e certo grau de supervisão é necessário;
Perda de memória moderada;
Prejuízo no raciocínio;
Dificuldade de orientação espacial e para a comunicação

3) Avançada

Incapacidade para a vida independente, sendo necessária supervisão contínua;
Impossibilidade de realizar tarefas cotidianas, de cuidar-se, não tendo mais condições para banho, alimentação etc;
Impossibilidade de comunicar-se adequadamente.

Tratamento:

O tratamento da doença de Alzheimer inclui tratamento medicamentoso e não farmacológico.

É importante ressaltar que estas medicações têm efeito sintomático e eficácia modesta, embora beneficiando uma parcela significativa dos pacientes, podendo ter diversos efeitos colaterais.

O tratamento não medicamentoso da doença de Alzheimer é dirigido não apenas ao paciente, como também aos seus familiares e cuidadores.

Orientações sobre a natureza e a evolução da doença, sobre como lidar com eventuais comportamentos inadequados ou mesmo agressivos, além de adaptações e modificações necessárias no ambiente, e programas de atividades específicas para os pacientes, são exemplos de tais medidas.

A participação de outros profissionais de saúde, particularmente aqueles que trabalham no campo da reabilitação, como fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, além de profissionais de enfermagem, é de grande importância.

As Metas do Tratamento São:

Melhorar a memória e as outras funções mentais;
Controlar os transtornos de comportamento;
Retardar a progressão da doença;
Melhorar a qualidade de vida da pessoa doente;
Melhorar a qualidade de vida dos familiares e dos cuidadores;


Júlio Sérgio Pedro da Silva
Médico Neurologista


Fonte:Texto Retirado:http://www.jardimresidence.com.br/
Imagem:Net

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fonoaudiologia x Prática x Serviços



De acordo com este site abaixo descrito vejamos em que a fonoaudiologia pode atuar.

Em nossa clínica de fonoaudióloga trabalhamos com prevenção, avaliação e reabilitação em pacientes de todas as idades, nas seguintes áreas:

Linguagem Oral e Escrita

- Linguagem Oral

- atrasos na aquisição e no desenvolvimento da linguagem (demorar para falar) e dificuldades na fala (falar errado, língua “presa”, dificuldades na produção dos sons, falar e não ser entendido);

- Linguagem Escrita

- dificuldades de leitura (leitura silabada, imprecisa e lenta, não compreender o que leu) e de escrita (trocas de letras, problemas de ortografia e de pontuação, inabilidade em escrever textos e de se expressar por meio da escrita).

Motricidade Orofacial

- problemas com a musculatura orofacial e suas funções (respiração, sucção, deglutição, mastigação), trabalho em parceria com a ortodontia fazendo uso de exercícios miofuncionais e eliminação de hábitos orais viciosos (ex.: chupeta, chupar dedo etc.).

Tratamento da Dislexia

- transtorno de base neurológica, frequentemente hereditário, que se caracteriza pela dificuldade no processamento da leitura e da escrita.

Processamento Auditivo

- alteração na maneira como o sistema auditivo periférico e central recebe, analisa e organiza os sons verbais e não-verbais que ouve (alterações de memória, de atenção, de compreensão e de discriminação auditiva);

Dificuldades de Aprendizagem - dificuldades em se alfabetizar, no cálculo e no raciocínio lógico-matemático, no processamento da leitura e da escrita, na consciência fonológica (decomposição das letras das palavras em sons), nas habilidades de atenção e de memória.

Quem é o Fonoaudiólogo ?

É um profissional da saúde, com graduação plena em fonoaudiologia, que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia fonoaudiológicas nas áreas da comunicação oral e escrita, voz e audição, bem como em aperfeiçoamento dos padrões da fala e da voz (lei 6965/81).

Segundo o Conselho Federal de Fonoaudiologia: “O fonoaudiólogo é um profissional da saúde, de atuação autônoma e independente, que exerce suas funções nos setores público e privado.

É responsável por promoção da saúde, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação/reabilitação), monitoramento e aperfeiçoamento de aspectos fonoaudiológicos envolvidos na função auditiva periférica e central, na função vestibular, na linguagem oral e escrita, na articulação da fala, na voz, na fluência, no sistema miofuncional orofacial e cervical e na deglutição.

Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas”.

A entrevista inicial ou anamnese é o primeiro procedimento de diagnóstico.

Nesse contato inicial buscam-se conhecer o paciente e sua família, os aspectos significativos de sua história de vida, sua queixa, suas dúvidas e angústias.

Uma escuta atenta e sensível é fundamental para nortear o trabalho do fonoaudiólogo.

A avaliação fonoaudiológica detalhada e precisa é o segundo procedimento de diagnóstico.

Através da avaliação é possível fazer um levantamento cuidadoso e conhecer as dificuldades e as potencialidades do paciente.

A terapia fonoaudiológica tem seu início logo após a conclusão diagnóstica.

O processo terapêutico busca habilitar o paciente nas áreas que se encontram prejudicadas.

As intervenções terapêuticas mais comuns na infância e na adolescência são:

Terapia de Fala:

- promover a superação das alterações na produção dos sons da fala (dificuldades na fala - desvios fonéticos e fonológicos) e de fluência (disfluências e gagueira).

Terapia de Linguagem Oral e Escrita: promover a superação das alterações na expressão e/ou recepção da linguagem oral.

Promover a superação das alterações na expressão e/ou recepção da linguagem escrita (dificuldades em leitura e escrita, dificuldades de aprendizagem e dificuldades escolares).

Tratamento da Dislexia:

- promover a melhora no processamento da leitura e da escrita buscando uma boa escolaridade e um bom desempenho profissional.

Terapia do Processamento Auditivo:

- promover a superação das alterações no processamento das informações auditivas recebidas.

Terapia de Motricidade Orofacial:

- promover a superação das alterações nas funções da respiração, deglutição e mastigação e da motricidade orofacial.

Terapia de Voz:

-promover a superação das alterações de voz (disfonias).

Orientação aos Pais:

A família é uma grande aliada no trabalho fonoaudiológico.

A comunicação entre o profissional e a família deve ser estabelecida desde o primeiro contato e fortalecida durante todo o processo terapêutico até a sua finalização.

Orientação à Escola:

Quando a dificuldade do paciente envolve questões do âmbito escolar, é mantido um contato frequente com os educadores de sua escola.

Comunicação com outros profissionais envolvidos:

Na medida em que o atendimento fonoaudiológico implique em um trabalho conjunto, o intercâmbio com os outros profissionais é sempre importante. 



Obs: Saiba mais sobre estes assuntos em nosso Blog 

Fonte:Texto Retirado e Direito Autorais:

http://www.fonologica.com.br/fonoaudiologia.html
Fonte Imagem:Net

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fonoaudiologia e Home Care



Se buscarmos o que significa Home Care descobriremos que a palavra é de origem inglesa.

A palavra "Home" significa "lar", e a palavra "Care" traduz-se por "cuidados".

Portanto, Home Care tem o significado literal de "cuidados no lar".

Quando um membro da família fica doente, a ponto de ficar dependente de cuidados e apoio de terceiros, independente de seu quadro patológico, uma das partes mais graves na realidade do lar é a adaptação da família e do próprio paciente em estabelecer a situação de dependencia e a interrupção "parcial" ou completa de suas atividades anteriores.

Por mais que a família diga não se importar em cuidar daquele tão amado parente, o paciente continua a se sentir um peso.

E por mais que a família não reclame, muitas vezes é visível seu estado de esgotamento físico e/ou mental.

A Fonoaudiologia em Home Care é a atuação fonoaudiológica realizada em domicílio, à pacientes com limitações funcionais importantes, buscando manter o seu estado de saúde e/ou minimizar os efeitos causados pela doença, contribuindo dessa forma, para a melhora da sua qualidade de vida e de seus familiares.

O ambiente familiar reúne as condições físicas, afetivas e sociais que são de extrema importância para a recuperação do paciente.

Os cuidados no domicílio têm como principal característica a Humanização do Atendimento ao Paciente.

População alvo:
-atendimento infantil, adulto e idoso.

-Pacientes acamados e/ou debilitados;

-Pacientes sindrômicos;

-Portadores de paralisia cerebral;

-Pacientes pós AVC (acidente vascular cerebral);

-Idosos em geral;

-Pacientes cuja patologia ou condições físicas os impeçam de deslocar-se até o atendimento clínico especializado;

-Pacientes clinicamente estáveis que não mais necessitam dos serviços oferecidos pelos hospitais e que necessitem dar continuidade ao tratamento fonoaudiológico;

Objetivos:
-Atender ao paciente de forma personalizada;

-Inserir o processo fonoaudiológico à dinâmica de vida do paciente e de seus familiares;

-Diminuir risco de internações ou reinternações hospitalares;

-Evitar exposição aos riscos do ambiente hospitalar (infecção, depressão, etc);

-Melhorar a sua qualidade de vida e dos seus familiares.

Atuação Fonoaudiológica:

-Atendimento as disfagias em geral:

*Mecânicas (decorrentes de alterações orgânicas no trato digestivo);

*nerogênicas (decorrentes de alterações neurológicas);

-Estimulação do sistema sensório-motor-oral:

*hiper ou hipotonia de órgãos fonoarticulatórios,

*paralisia facial,

*alteração de funções estomatognáticas (respiração oral,
deglutição atípica, mastigação ineficiente);


-Avaliação e Terapia de linguagem:

-Terapia para afasias, atraso e/ou alterações de linguagem;

-Avaliação e Terapia voz:

*disfonias orgânicas, organo-funcionais e funcionais;

-Avaliação e Terapia articulação:
*disartrias,

*distúrbios articulatórios;

-Acompanhamento de alterações da audição e processo de adaptação de Próteses auditivas.

Etapas do processo terapêutico:

O Atendimento fonoaudiológico deve constar das seguintes etapas:

*Primeiro contato: anamnese (conhecimento do caso,
conhecimento das possibilidades domiciliares e familiares);

*Avaliação do paciente;

*Elaboração do Plano terapêutico;

*Estabelecimento do contrato de prestação de serviço que inclui preço, horários de atendimento, e previsão de alta;

devem ser estabelecidos de uma , duas ou até tres sessões de terapia por semana, de acordo com a patologia, com duração de 1 (uma) hora cada.

*Tratamento/ (re) habilitação.

Postado Por Selene

Texto Retirado:http://fonoaudialogando.blogspot.com.br/2010/10/fonoaudiologia-e-home-care.html

Imagem:Net

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Desenvolvimento Tardio da Fala e da Linguagem



Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

Seu filho já tem dois anos e ainda não fala?

Diz umas poucas palavras, mas você acredita que ele esteja atrasado em relação às outras crianças da mesma idade?

O que fazer? Procurar orientação especializada ou simplesmente aguardar?

Saber o que é normal e o que não é normal no desenvolvimento da fala e da linguagem pode ajudá-lo a entender se há motivo para preocupação ou se seu filho apresenta um desenvolvimento adequado.

Neste sentido, é importante conversar sobre o desenvolvimento da fala e da linguagem com um profissional especializado.

Alguns indicadores do desenvolvimento da Fala e da Linguagem:

Até 1 ano:

Nos primeiros 6 meses o bebê emite vocalizações e sons guturais.
Dos 6 aos 8 meses o bebê apresenta balbucio repetitivo e a imitação da entonação.

Em torno dos 12 meses iniciam-se as primeiras verbalizações com significado.

Com 1 ano:

A criança conhece seu nome; Diz 2 a 3 palavras além de “mama” e “papa”; Imita palavras familiares; Compreende ordens simples; Reconhece as palavras como símbolos para objetos.

Entre 1 e 2 anos:

Aos 18 meses a criança pode apresentar um vocabulário com 50 palavras. Entre 18 e 24 meses seu vocabulário se amplia e se aproxima de 200 palavras.

Compreende a palavra “não”; Combina duas palavras; Reproduz o som de animais conhecidos; Aponta figuras de um livro quando nomeadas; Segue comandos simples.

Entre 2 e 3 anos:

Usa sentenças curtas, de 3 a 4 vocábulos; nomeia figuras e objetos comuns; Identifica partes do corpo; Apresenta um vocabulário de 450 palavras; Combina nomes e verbos; Conversa com outras crianças assim como com adultos; Aprecia ouvir a mesma história várias vezes.

Entre 3 e 4 anos:

Nessa fase a criança possui um vocabulário de aproximadamente 1.000 palavras; já compreende ordens mais longas, conversas, histórias e músicas; sua fala é mais fácil de ser compreendida por pessoas de fora de sua convivência; se comunica por sentenças simples de 4 a 5 palavras; relata experiências pessoais, ainda sem muitos detalhes.

Entre 4 e 5 anos:

Seu vocabulário aumenta para 1.500 palavras; compreende questões mais complexas; consegue usar o tempo verbal no passado; é capaz de definir algumas palavras; sabe listar ítens que pertençam a mesma categoria, tais como animais, carros etc; explica como realizar algumas atividades, tais como pintar.

Entre 5 e 6 anos:

A criança nessa idade apresenta as habilidades de linguagem bem desenvolvidas; aprende palavras mais especializadas de seu centro de interesse; expande sua habilidade em compreender fenômenos explicados verbalmente; pronuncia todos os sons da língua com clareza; elabora sentenças mais complexas e gramaticalmente corretas; apresenta um bom vocabulário que está em contínuo crescimento; é capaz de iniciar conversação e sabe esperar sua vez de falar quando em grupo.

Distinção entre Fala e Linguagem

A fala é a expressão verbal da linguagem e envolve a articulação dos sons para a produção de palavras.

A linguagem é muito mais ampla e se refere a todo o sistema de expressão e recepção da informação. Consiste em compreender e ser compreendido por meio da comunicação verbal, não verbal e escrita.

Apesar dos problemas de fala e de linguagem serem diferentes, com freqüência eles se superpõem.

Uma criança com dificuldades de linguagem pode pronunciar as palavras corretamente, mas não ser capaz de unir mais de duas palavras.

Por outro lado, talvez seja difícil compreender a fala de uma outra criança, apesar dela utilizar palavras e frases para expressar suas ideias.

É possível ainda encontrar uma terceira criança que fale corretamente, mas tenha dificuldades para seguir instruções.

Desvios na Fala e na Linguagem – alguns sinais

O bebê que não responde aos sons e que não vocaliza é motivo de inquietação.

Entre os 12 e os 24 meses de idade, requer atenção a criança que tem os seguintes comportamentos:

-não utiliza gestos, como apontar ou saudar com as mãos aos 12 meses;

-prefere se comunicar através de gestos em vez de vocalizar aos 18 meses;

-apresenta problemas para imitar sons aos 18 meses.


Solicite uma avaliação ao fonoaudiólogo se seu filho tem 2 anos apresenta as seguintes características:

-só pode imitar a fala ou as ações e não pronuncia palavras ou frases de forma espontânea;

-só emite alguns sons ou diz algumas palavras de forma repetitiva e não pode utilizar a linguagem oral para se comunicar além de suas necessidades imediatas;

- não consegue seguir instruções;

-tem um tom de voz fora do comum (muito agudizada, nasalizada ou agravada);

-dificuldade em compreender o que a criança diz maior que a esperada para a sua idade.

Causas dos atrasos na Fala e na Linguagem

Os atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem podem ser atribuídos a muitas causas:

Orgânicas e/ou corticais: alterações nos órgãos fonadores, da audição e no processamento da linguagem no córtex cerebral;

Cognitivas: dificuldades intelectuais que podem dificultar a comunicação oral;

Psicológicas: problemas emocionais não favorecem o desenvolvimento da linguagem;

Sócio-culturais: ambiente pouco estimulante e sem bons exemplos de fala.

Avaliação Fonoaudiológica

Ao realizar uma avaliação, o fonoaudiólogo observará as habilidades de fala e de linguagem de seu filho dentro de um contexto do desenvolvimento global.

O fonoaudiólogo utilizará provas e escalas, assim como os seus conhecimentos sobre as alterações no desenvolvimento da fala e da linguagem apresentados pela criança, tais como:

- o que seu filho compreende (denominado “linguagem receptiva”);

-o que seu filho consegue expressar (denominado “linguagem expressiva”);

- se seu filho tenta se comunicar de outras maneiras, como apontar, mover a cabeça, realizar gestos, etc;

- a motricidade orofacial de seu filho (de que maneira os órgãos orofaciais funcionam para falar, respirar, mastigar e engolir).

Se o fonoaudiólogo determinar que seu filho necessita de terapia, sua participação será muito importante.

Você pode ser convidado a observar as sessões de terapia e a aprender de que maneira pode trabalhar com seu filho em casa para melhorar suas habilidades de fala e linguagem.

É possível ainda que o resultado da avaliação fonoaudiológica da fala e da linguagem simplesmente indique que suas expectativas são demasiado elevadas.

Uma orientação sobre as etapas do desenvolvimento da fala e da linguagem podem ajudá-lo a ver seu filho de forma mais realista.

O que os pais podem fazer

O desenvolvimento da fala se deve tanto às características naturais como à estimulação recebida.

A conformação genética de uma criança determinará, em parte, sua inteligência e seu desenvolvimento da fala e da linguagem.

No entanto, uma grande parte depende do ambiente onde vive a criança.

Ela recebe a estimulação adequada em sua casa ou na creche?

Existem oportunidades de participação ou de intercambio de comunicação?

Quando você compreende melhor as dificuldades de seu filho, pode aprender muitas maneiras de estimulá-lo.

Algumas sugestões para por em prática:

- Passe muito tempo se comunicando com seu filho.
-Leia para ele.
-Aproveite as situações do dia a dia.

Lembre-se:

Quando existem problemas de fala, de linguagem, de audição ou de desenvolvimento, a melhor maneira de ajudar seu filho é reconhecer e tratar estas dificuldades precocemente.

Com a terapia adequada, no momento indicado, seu filho poderá se comunicar melhor com você e com as outras pessoas com as quais convive.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site.

Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Fonte:
Texto Retirado e Direitos Autorais:http://www.fonologica.com.br/

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ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA HOSPITALAR


O principal objetivo da Fonoaudiologia Hospitalar
é apoiar o diagnóstico do médico no que diz respeito a informações precisas sobre a aquisição e desenvolvimento dos padrões de articulação, fluência, linguagem (oral e escrita), voz e audição.

Objetivos específicos:
O Programa de atuação Fonoaudiológica Hospitalar tem a finalidade de:

-->Promover saúde fonoaudiológica:

Prevenir e eliminar fatores que interfiram na aquisição e desenvolvimento da comunicação, na suposição de que essas alterações possam se desenvolver em estágios progressivos de severidade;

-->Atendimento e encaminhamento precoces:

Diagnóstico, intervenção e tratamento precoces bem como desenvolver Programas de orientação, incentivo e conscientização da importância do atendimento precoce;

-->Proporcionar a máxima competência comunicativa para o portador de patologias fonoaudiológicas (tratamento especializado para diversas patologias);

-->Participação em equipe multiprofissional:
Assessoria fonoaudiológica, apoio ao diagnóstico médico, discussão de casos;

Os atendimentos podem ser divididos em setores a seguir:

1) Atendimento no leito:

Serão atendidos os Setores de Geriatria, Pediatria, Oncologia, Cabeça e pescoço, UTIs, Neurologia, etc):

-->Tem por objetivo auxiliar o atendimento de pacientes hospitalizados, contribuindo para a melhora do quadro clínico, diminuição dos riscos de seqüelas e reinternações, no que se refere à:

*Avaliação e intervenção dos casos de disfagia, refluxo gastro-esofágico, suporte nos casos de necessidade do uso de sondas e alta da alimentação por gavagem;

*Avaliação e intervenção terapêutica de linguagem: casos de afasia pós AVC e alterações da articulação, voz e audição;

*Encaminhamentos dos casos que necessitem de exames especializados;

2) Neonatologia:

Programa específico para recém-nascidos (RN): RN de risco, RN com alteração de Sistema Sensório-motor oral e funções neuro-vegetativas.

-->A atuação em berçário de alto-risco tem como objetivos:

-Promover a maturação das estruturas oro-faciais: adequação do sistema sensório-motor-oral e função de alimentação;

-Habilitar o bebê a se alimentar por via oral;

-Melhorar condições clínicas contribuindo para o ganho de peso e desmame da sonda;

-Favorecer a alta hospitalar;

-Favorecer o desenvolvimento futuro de fala, linguagem e audição;

-Prevenir, detectar e minimizar as alterações neuro-psico-motoras;

-Por meio de: Estimulação de sucção nutritiva e não-nutritiva;
-Apoio familiar:

-->Programas de incentivo ao aleitamento materno e orientação quanto à alimentação, desenvolvimento de linguagem e audição;
-Triagem auditiva Neonatal;

-->População alvo:

- Recém nascidos pré-termo;

- Bebês com refluxo gastro-esofágico;

- Bebês fissurados;

- Bebês Sindrômicos e malformações em geral;

- Bebês que apresentem comprometimento na alimentação independente;


3) Atendimento Ambulatorial:

Objetiva o atendimento clínico específico das alterações de linguagem, voz, sistema sensório-motor-oral, articulação e fluência, por meio de:

-Realização de triagens de todos os casos;
-Encaminhamento dos casos para clínicas e/ou ambulatórios de especialidades;

-Programas de orientação quando a terapia não for indicada de imediato;

-Intervenção imediata através de terapias aos portadores de patologias instaladas, de forma individual e/ou em grupo;

População alvo: bebês, crianças, adultos e idosos.

Patologias afins:

-Alterações de voz;

-Alterações na fluência;

-Alterações de linguagem;

-Alterações neurológicas;

-Alterações de aprendizagem;

-Deficiências auditivas;

-Deficiência mental;

-Paralisias cerebrais;

-Síndromes e malformações;

-Disfagias mecânicas e neurogênicas;

-Paralisia facial;

-Laringectomias (parcial e total)

4) Atendimento audiológico:

Objetiva a avaliação, diagnóstico e tratamento de alterações da função auditiva através de:

-Audiometria;
-Imitanciometria;
-Emissões otoacústicas;
-Teste e indicação de prótese auditiva;
-Reabilitação;

-Avaliação e terapia de Processamento auditivo central;
-Programa de conscientização da importância da audição e da deficiência auditiva.

O trabalho do fonoaudiólogo e hospitais tem por finalidade acompanhar o paciente e distintas áreas, fazendo parte do corpo clínico.

5) Setor de Neurologia:

O fonoaudiólogo avalia o paciente que teve como conseqüência de embolias, enfartes, tromboses, aneurismas, tumores, ferimentos por quedas ou armas de fogo, afasia, etc.

Em seguida, o terapeuta traça o tratamento planejado de acordo com o nível de instrução do paciente, suas preferências pessoais e grau de perda verificado.

Orienta os familiares quanto se pode ajudar, estimular e incentivar o afásico, ao sair do hospital.

Em caso de paralisia facial ideopática (quando há compressão do nervo) há indicação da intervenção cirúrgica e atuação fonoaudiológica.

6) Setor de Otorrinolaringologia:

O fonoaudiólogo poderá acompanhar os pacientes nas diferentes intervenções na área de :

-patologia vocal/disfonias (nódulos, pólipos, carcinomas, laringectomias..),

-disfagias (alterações no processo de deglutição)
-alterações auditivas (má formação do aparelho auditivo, implantes cocleares, protetização, etc...).

Orientando o paciente e familiares, condutas facilitadoras para a recuperação e posterior tratamento fonoaudiológico.

7) Setor de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial:

A cirurgia ortognática corrige as desproporções maxilomandibulares e, associada à ortodontia corrige as posições dentárias em fase pré e pós-cirúrgica.

A fonoaudiologia atua então na reeducação da forma, restabelecendo as funções estomatognáticas.

Postado por Selene

Fonte:http://fonoaudialogando.blogspot.com.br/

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PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DO FRÊNULO DA LÍNGUA

Fonte Imagem e Artigo acesse:http://sp.cefac.br/prop/novohotsite/divulgacoes/protocolo_frenulo/pt-br/protocolo-pt-br.pdf

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O Que é a Linguagem Escrita X Qual o Papel Fonoaudiologia?



É um sistema simbólico de comunicação, que normalmente surge na sequência do desenvolvimento da linguagem oral.

A linguagem escrita é constituída de um nível receptivo (leitura) e um nível expressivo (escrita).

Como a criança aprende a ler e a escrever?

A leitura e a escrita são atividades complexas e se desenvolvem em três estágios:

-logográfico: a palavra é tratada como um todo e seu reconhecimento ocorre por meio de pistas contextuais (ex: formato e cor da palavra);

- alfabético: com a compreensão de que os sons representam e constituem a linguagem falada, a criança passa a utilizar uma estratégia fonológica em que há uma correspondência som-letra (fonema-grafema) para se ler e escrever;

- ortográfico: uso de sequências de letras e de padrões ortográficos que permitem o reconhecimento visual da palavra.
Como a criança desenvolve uma leitura competente?

Através de um duplo processo que utiliza as rotas fonológica e lexical.
Na rota fonológica, a pronúncia da palavra é construída através da aplicação de regras de correspondência grafo-fonêmica (em palavras novas, o aspecto auditivo da palavra é importante).

Na rota lexical, o ítem escrito é reconhecido visualmente por sua forma ortográfica (em palavras mais familiares, o aspecto visual da palavra é importante).

Quais os domínios que estão envolvidos na Linguagem Escrita?

1) Leitura (linguagem Receptiva):
a) decodificação do material escrito:
. processo fonológico (associação grafema-fonema);
. processo visual (reconhecimento de letras, sílabas e palavras).

b) compreensão do material lido:
. literal (extrair as informações principais, relacionar fatos e ações);
. inferencial (analisar criticamente, fazer relações entre diversos textos).

2) Escrita (linguagem Expressiva):

a) codificação: escrever palavras corretas do ponto de vista ortográfico, utilizar sinais de pontuação;
b) discurso: produzir textos coerentes, criativos e com diferentes intenções comunicativas.

O que é um Distúrbio de Linguagem Escrita?

De uma maneira geral, os distúrbios de linguagem escrita se caracterizam por uma dificuldade na aquisição e/ou no desenvolvimento da linguagem escrita.

Os distúrbios de linguagem escrita podem se apresentar de forma mais específica (dislexias) ou geral (distúrbios de leitura e escrita).


Quais as causas de um Distúrbio da Linguagem Escrita?

A aprendizagem da leitura e da escrita requer um conjunto de diversas habilidades cognitivas em momentos diferentes do processo de aquisição.

Caso estes recursos não estejam disponíveis, as habilidades de alfabetização não conseguirão prosseguir dentro do esperado.

As dificuldades de linguagem escrita em crianças em idade escolar podem ser decorrentes de:

. fatores intrínsecos: genéticos, hereditários, de processamento das informações (auditivo ou visual) e psicoemocionais;
. fatores extrínsecos: ambientais, sociais e culturais.

Como se manifestam as dificuldades de Linguagem Escrita?

Estudos mais recentes consideram a linguagem escrita como parte de um continuum da linguagem oral e, as duas, como parte de um processo geral de linguagem.

Portanto, aprender a ler e escrever depende de habilidades adequadas de processamento da fala.

As principais dificuldades de Linguagem Escrita estão:

Nos processos gerais de linguagem:

. habilidades verbais e semânticas deficientes;
. falhas no processamento auditivo e na consciência fonológica;
. conhecimento limitado do vocabulário;
. habilidades de processamento inferencial e integrativo pouco desenvolvidas.

Na leitura (Recepção):
. déficits de decodificação gráfica;
. dificuldade de compreensão do conteúdo lido.

Na escrita (Expressão):
. disortografias (problemas ortográficos de diversas naturezas) e disgrafias (dificuldades diversas no traçado das letras);
. dificuldades no discurso escrito (textos pobres de conteúdo e de coerência).

Como são tratadas as alterações da Linguagem Escrita?

O Fonoaudiólogo realiza, inicialmente, uma entrevista com a família (anamnese), a fim de obter todas as informações relevantes sobre a criança ou o adolescente que apresenta dificuldades.
Em seguida, é feita uma cuidadosa e detalhada Avaliação de Linguagem com o objetivo de identificar potencialidades e deficiências do paciente.

Determinado o tipo de tratamento mais eficiente para as necessidades do paciente, dá-se início à Terapia Fonoaudiológica propriamente dita.

Site:www.fonologica.com

Fonte:http://linguagemnafonoaudiologia.blogspot.com.br/2009_09_01_archive.html

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